Ele foi condenado a 4 anos, 2 meses e 12 dias de prisão por invadir uma residência e furtar um perfume em Teresina.
Sargento da PM é condenado a mais de 4 anos de prisão por furtar perfume em Teresina — Foto: Reprodução
O Tribunal de Justiça do PIauí (TJ-PI) havia marcado para esta quarta-feira (18), o julgamento do recurso apresentado pelo ex-sargento Avelar dos Reis Mota, conhecido como sargento Mota, após a Polícia Militar do Piauí decidir pela expulsão dele. No entanto, a sessão foi retirada de pauta após a impossibilidade de formação de quórum (número mínimo de membros ou votos necessários) para julgamento.
Ele foi condenado a 4 anos, 2 meses e 12 dias de prisão por invadir uma residência e furtar um perfume em Teresina.
O processo está em pauta na 2ª Câmara Especializada Criminal. O relator do recurso é o desembargador José Vidal de Freitas Filho.
De acordo com o corregedor da Polícia Militar, coronel Newmarcos Pessoa Basílio, o sargento segue na corporação em serviços internos até a conclusão do procedimento.
Condenação por furto de perfume
O sargento da Polícia Militar do Piauí, Avelar dos Reis Mota, conhecido como sargento Mota, foi condenado a 4 anos, 2 meses e 12 dias de prisão por invadir uma residência e furtar um perfume em Teresina. A condenação foi decidida no dia 15 de outubro pela Vara da Justiça Militar de Teresina.
O crime ocorreu em fevereiro de 2023. Segundo a Justiça, o sargento usou uma chave falsa para entrar na casa. , A defesa do réu afirmou que faltou perícia para verificar a veracidade das provas apresentadas.
O furto foi no dia 15 de fevereiro de 2023, por volta das 16h, no bairro Areias, Zona Sul de Teresina. Na ocasião, o sargento estava escalado para trabalhar no bairro Promorar, mas foi até a casa da vítima, com o cabo Wellington da Silva, que dirigia a viatura.
Segundo o processo, o sargento entrou na casa, que ainda estava em construção, sem autorização e sem mandado judicial. Ele usou uma chave falsa e furtou um perfume. Ao sair, tentou danificar a câmera de segurança. Como não conseguiu, cortou os fios de energia.
Em julho de 2023, outra viatura foi até o local. A vítima contou que um policial encapuzado atirou contra a câmera de segurança, destruindo o equipamento. Ela também relatou que, dias após o furto, outros policiais apontaram armas para o local da câmera e fizeram novos disparos.
As imagens das câmeras da casa e de vizinhos foram fundamentais para a condenação. O Ministério Público afirmou que ficou comprovado que o sargento entrou sem autorização e cometeu o furto. Testemunhas e a escala de serviço também confirmaram o crime.
A pena será cumprida em regime semiaberto. O juiz aplicou uma agravante por abuso de poder, já que o crime foi cometido durante o serviço. Os antecedentes criminais do sargento também influenciaram na decisão.
A sentença permite que o sargento recorra em liberdade.
Fonte: G1/PI