HEDA em Parnaíba. Reprodução
Segundo informações divulgadas pelo Portal A10+, a Polícia Civil do Piauí concluiu um inquérito e indiciou uma enfermeira pelos crimes de calúnia e difamação após a apuração de denúncias de suposto assédio moral e sexual contra um médico do Hospital Estadual Dirceu Arcoverde (HEDA), em Parnaíba, no litoral do estado.
Conforme a publicação, o médico relatou que o caso teve início durante um atendimento hospitalar, quando solicitou um procedimento à equipe de enfermagem. Segundo seu depoimento, a profissional teria reagido em tom elevado e feito acusações relacionadas à sua conduta profissional, afirmando que ele seria "imperito" e que estaria praticando assédio moral.
Ainda de acordo com o Portal A10+, o médico informou que registrou o episódio no prontuário do paciente e comunicou o caso à ouvidoria da unidade. Posteriormente, a enfermeira formalizou denúncias junto aos conselhos profissionais, incluindo acusações de assédio moral e sexual, que tiveram repercussão na imprensa piauiense.
Na época, a profissional afirmou que era vítima de assédio, alegando que o médico a tocava de forma inadequada nos corredores do hospital e insistia para que ela fumasse cigarro com ele.
O portal informa ainda que, durante a investigação, a Polícia Civil ouviu funcionários que presenciaram os fatos, além de gestores do hospital. Conforme o inquérito, os depoimentos não apontaram condutas inadequadas por parte do médico.
A coordenação de Recursos Humanos da unidade também prestou esclarecimentos e informou que tinha conhecimento, de maneira informal, de que a enfermeira havia apresentado dificuldades de relacionamento com outras equipes em ocasiões anteriores. Segundo o setor, as situações foram solucionadas sem necessidade de intervenção formal do RH.
Com base nos depoimentos e demais provas reunidas durante a investigação, a autoridade policial entendeu que existem indícios suficientes para o indiciamento da enfermeira pelos crimes de calúnia e difamação. O inquérito foi encaminhado ao Ministério Público, que analisará o caso e decidirá sobre as próximas medidas.
Com informações do Portal A10+