Problemas como distorção idade-série, assimilação de conteúdos
nas disciplinas de português e matemática, além de evasão escolar, são
demonstrados em levantamentos feitos por avaliações.
Foto: MEC
Uma das cinco secretarias de Estado com decreto de emergência, a Educação no Piauí precisa de um reforço. Em cinco cidades, nenhum aluno se encontra com o aprendizado adequado para a sua série em Português, de acordo com Prova Brasil 2011 e dados tabulados pelo site especializado Qedu. Nos municípios de Barreiras, Morro Cabeça no Tempo, Nossa Senhora do Nazaré, Pedro Laurentino e Sebastião Leal a aprendizagem não atingiu a meta em nenhum dos estudantes.
Além destes municípios, a proporção de alunos com aprendizado abaixo de 10% em linguagens segue em mais 43 cidades. Apenas Cocal dos Alves, que já é destaque na educação estadual, está acima da margem, com 61% dos alunos dentro do aprendizado adequado.
Em matemática, esses números são ainda mais alarmantes, com onze municípios com uma proporção de zero por cento de alunos com aprendizagem adequada e 52 municípios com porcentagem abaixo de 10%.
O secretário estadual de Educação interino, Helder Jacobina,
afirmou que neste primeiro momento, a secretaria está voltada para a questão
das matrículas, mas que há uma preocupação para que todos os problemas possam ser
resolvidos.
“Nós estamos nos preocupando prioritariamente com o ano
letivo e resolvendo pendências com relação às matrículas, mas adiantamos que já
estamos organizando tudo o que é preciso para podermos fazer a organização do
Plano Estadual de Educação, com um planejamento estratégico para os próximos
dez anos. Dentro desse plano, trataremos de todas essas questões, como
distorção idade-série e outros entraves”, afirma.
Para melhorias nas áreas de educação, Helder afirma que já
estão havendo diálogos com o atual Ministro da Educação para que possam ser
garantidos mais recursos que possam solucionar problemas de imediato.
“Nós estamos com muitos entraves, como construções e escolas
que não receberam repasses. Já conversamos com o Ministro e estamos esperando
uma reunião formal nos próximos quinze dias para tentarmos minimizar esses
problemas”, conclui.
Por: Francicleiton Cardoso - Jornal O Dia