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Foto: Arquivo / Cidadeverde.com
O homem preso em Uberlândia, que foi alvo da Operação Carcará 16 realizada pela Polícia Federal do Piauí, exigia que a vítima, de apenas 12 anos, ingerisse detergente e se mutilasse em sessões de abuso sexual e tortura online. O suspeito fingia ser um adolescente pelas redes sociais para enganar a vítima.
O caso está sendo investigado pela Polícia Federal, que hoje (25) prendeu o suspeito e cumpriu mandados de busca e apreensão em endereços ligados a ele.
Segundo a delegada Milena Caland, que está à frente da investigação, o contato entre a vítima e o abusador começou em 2023, quando a menina tinha 10 anos. Os dois se conheceram no aplicativo de mensagens Telegram.
"A princípio a conversa tinha um conteúdo de relacionamento, de um namoro. E ele [abusador] foi moldando a conversa, que saiu de um conteúdo de relacionamento para a produção e consumo de pornografia", explicou.
Quando a criança e a família começaram a ser ameaçadas pelo homem, que fingia ser um adolescente, elas procuraram ajuda da Polícia Militar do estado do Rio de Janeiro, porque acreditavam que o homem residia naquele estado.
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Foto: Adriana Magalhães / Cidadeverde.com
"Tomamos conhecimento desse crime por meio da Polícia Militar do Rio de Janeiro. A família da vítima reportou o caso à PM acreditando que o abusador seria morador do estado do Rio de Janeiro. A PM ciente da gravidade do crime, entrou em contato com a Polícia Federal no Piauí e encaminhou a denúncia e, a partir de então, as investigações iniciaram. Imediatamente ao tomar ciência do conteúdo, entramos em contato com a família da vítima, e elas puderam prestar depoimento. Ela oportunizou o acesso da PF ao seu celular, por onde ela mantinha conversas com o abusador e isso tornou possível os desdobramentos da investigação", afirmou.
A delegada explicou que o abusador tinha um domínio muito grande sobre a vítima, principalmente, porque os abusos começaram quando a vítima ainda era mais nova. Os abusos aconteciam em uma sala online, onde a vítima, o abusador e outras pessoas estavam conectadas. Nessa sala virtual, além dos abusos de cunho sexual, aconteciam mutilações e até torturas.
"Ele tinha um domínio muito forte sobre a vítima e também ele ameaçava a ela e seus familiares. Se ela não colaborasse, ele faria a exposição dos vídeos e imagens que ele tinha em outros grupos que ele controlava. Ele pedia para ela beber detergente, comer sabão, exigia que ela se mutilasse, que ela anotasse nomes diversos pelo corpo, em todas as partes do corpo", descreveu a delegada.
Ao analisar o celular da vítima da Polícia Federal percebeu que o abusador tem um amplo domínio de informática e praticava vários crimes no ambiente virtual.
"Ele tem domínio em informática e conseguia acesso a sites governamentais de alguns estados e redes sociais diversas. Ele se infiltra e obtém acesso como um hacker", finalizou.
O homem segue preso em Minas Gerais, onde deve prestar depoimento.
Fonte: Cidadeverde.com