
A BR-343 é, atualmente, a rodovia federal mais violenta do Piauí. Com uma extensão de 721,9 quilômetros, ela lidera o ranking de ocorrências no estado, registrando 688 sinistros ao longo de 2024. Desse total, 266 foram considerados graves. O número de feridos chega a 776, e 56 pessoas perderam a vida na rodovia.
Os dados da Polícia Rodoviária Federal (PRF) revelam que a BR-343 concentra 44,5% de todos os acidentes ocorridos no estado. E as causas? Em grande parte, falhas humanas. Colisões são os sinistros mais frequentes, seguidos de saídas de pista, tombamentos e atropelamentos.
“Mas temos também atropelamentos, o que nos incomodou muito com agentes de mudança nesses índices é que estão acontecendo atropelamentos ocasionados, muitas vezes, por pedestres que consumiram bebida alcoólica e foram para a rodovia”, destacou Cardoso Santos.
Segundo informou Cardoso Santos, o trecho mais crítico fica no litoral, entre Luís Correia e Parnaíba, do quilômetro zero ao vinte. Essa área concentra o maior número de ocorrências e exige máxima atenção dos motoristas. Esse trecho compreende via importante para o litoral do Piauí.
“Quando nós falamos de acidentes, as pessoas devem compreender que o termo mais adequado é sinistro de trânsito porque acidente remete a algo que não pode ser evitado, o que acontece são sinistros que são causados pela culpa de alguém seja provocado por displicência ou no cuidado com os equipamentos de segurança nos veículos”, esclareceu Cardoso Santos, porta-voz da PRF em Parnaíba.
Essa região dos primeiros 20 quilômetros da rodovia BR-343, no litoral do Estado, apresenta os maiores índices de sinistralidade, exigindo prudência ao volante e alerta para a necessidade de medidas que possam reduzir os riscos e salvar vidas nas estradas do Piauí. Mesmo trafegando na rodovia federal mais perigosa do Estado, e no trecho mais crítico, muitos condutores não têm ciência desta realidade. São comuns em trechos da BR-343 locais de registros de morte de vítimas de acidentes.

Acidentes nas estradas não são meras fatalidades; na maioria das vezes, são consequências diretas da imprudência, do desrespeito às leis de trânsito e da falta de fiscalização rigorosa. Vidas continuem sendo perdidas por excesso de velocidade, ultrapassagens perigosas, embriaguez ao volante e outras condutas irresponsáveis. Autoridades, motoristas e toda a sociedade têm o dever de agir.
Fonte: Portal Costa Norte